Frases prontas: “É hora de cessar a parcialidade nos julgamentos”

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Em típicas frases prontas, o presidente do PT, Rui Falcão, lança nota oficial afirmando que “É hora de cessar a parcialidade nos julgamentos”, precisando  “dar um fim à perseguição política promovida por certos juízes e procuradores e libertar Vaccari, Dirceu e Palocci”.

Ele se refere à  recente decisão, datada de 24 de fevereiro de 2017, do ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu liminar no Habeas Corpus (HC) 139612, impetrado em favor do ex-goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza.

O ex-goleiro Bruno foi condenado a 22 anos e 3 meses de reclusão pela morte de Eliza Samúdio, estando preso há 06 anos e 7 meses, aguardando julgamento do recurso de apelação impetrado junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Segundo o Ministro, ao ainda não julgar o recurso, o Tribunal de Justiça estaria projetando no tempo uma custódia de natureza cautelar e que “nada, absolutamente nada, justifica tal fato”.

Agora, em típicas frases prontas, o presidente do PT, Rui Falcão, lança nota oficial afirmando que “É hora de cessar a parcialidade nos julgamentos”, precisando  “dar um fim à perseguição política promovida por certos juízes e procuradores e libertar Vaccari, Dirceu e Palocci”.

E continuam as frases prontas:

“Vale lembrar que cerca de 40% dos mais de 600 mil presos nas penitenciárias brasileiras (na maioria jovens e negros) ali permanecem sem julgamento, a maioria sem culpa formada, escancarando as falhas do sistema judiciário brasileiro, consagrando a injustiça e favorecendo a proliferação de organizações criminosas.

Diante do excesso de prisões preventivas, sem motivo e prolongadas no tempo para forçar delações, o rigor jurídico do ministro Mello para um homicida confesso deveria estender-se ao conjunto das sentenças do STF. Afinal, por que manter presos João Vaccari, José Dirceu e Antônio Palocci – e há outros em situação semelhante — contra os quais só existem delações e nenhum prova consistente?”

Na lógica petista, a existência de 600 mil presos sem julgamento favorecem a proliferação de organizações criminosas.

Além disto, pede isonomia na aplicação da liminar estendendo-a a João Vaccari, José Dirceu e Antônio Palocci, afinal “por que manter presos”? Diz a nota que contra referidas pessoas “só existem delações e nenhum (sic) prova consistente”.

Primeiro que não é a existência de presos provisórios que fomentam a proliferação de organizações criminosas, mas a falência do próprio sistema, em que os governantes, incluindo os ex-governos do próprio PT, nunca se preocuparam – e até mesmo negaram – com as organizações criminosas.

Segundo que, ao contrário do que quer crer as frases prontas do Presidente do PT, os ínclitos presos não o estão por faltar provas… quase todas as decisões do Juiz Sérgio Moro, da 13a Vara da Justiça Federal de Curitiba, já foram confirmadas em segunda instância, o que, segundo o próprio entendimento dos ministros do STF autoriza a prisão de referidas pessoas.

Não são apenas “delações e nenhum (sic) prova consistente”, mas documentos, quebras de sigilos telefônicos, fiscais, bancários e uma infinidade de outras provas que recomendam as manutenções das prisões destes senhores.

O hediondo crime praticado pelo ex-goleiro Bruno talvez seja pequeno diante das consequências dos crimes praticados pelos ilustres petistas.

Se o ex-goleiro Bruno tirou a vida de uma pessoa, os crimes praticados pelos bandidos do PT, podem ter tirado a vida de  milhares de pessoas. A lógica é simples: ao se apropriarem de milhões de reais com propinas, deixou o Estado de construir hospitais, escolas, atender as milhares de pessoas que dependem, diuturnamente, do Estado para se manter.

As frases prontas do Presidente do PT só servem para demonstrar o perfil de um partido que governou o país por quase vinte anos…

Talvez seja este o Brasil sonhado pelo PT!

 

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